domingo, 8 de setembro de 2013

Sapato Azul

Meu sapato azul é meu amigo
E com o pé no céu eu vou
Meu cabelo não pega fumaça
E nos meus dedos tenho penas para voar
E com os olhos bem abertos
Guardo pequenas estrelas
Pedacinhos de Deus
Pedacinhos de Deus

Ninho


na cama
se faz a calma
na calma
se faz alma
a alma
permite que a se ama
e quem ama...
se ama
na cama.

Trânsito

É um corre-corre.
Que daqui a pouco
não tenho mais
tempo nem pra minha
morte.


Silábica

/Co-mi-da/
perfeição
da vida.

/do-ce/
carinho 
de quem se gosta

/tran-sa/
/do-ce/ + /co-mi-da/
mistura de /te-são/
e fim da minha
monotonia.

Je ne sais pas
sobre os poemas
que estão abaixo.
De ré em ré
vão perdendo
minha fé.
Ré ré ré.
Vão começando
de novo.
Je suis renverser.
Devaneios tolos
que não
passam de mera lenda.
de ré em ré
nada precisa
de legenda.
Je ne ré pas.


Relembrança

Que memória é essa
que consegue emergir
mesmo depois de estar
afundada nas profundezas
de minha inconsciência?


Refestança I

E são nessas festas
que vejo você
por aí
bem assim
olhando para
para dentro de mim.

Nesse olhar furtivo
rouba pra si.
mas eu sou um esquivo.
Refestança

Nessa festa.
Nessas festas.
Por que é que a gente se encontra
e nunca rola quase bola bolada?
Refestança
acabada.
sempre a gente
sai sem nada.