segunda-feira, 3 de março de 2014

Cair

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do

Dengosa

eu sou dengosa, gosto de carinho
amor pra mim tem que ter denguinho
eu sou assim dengosa para amar
procuro alguém dengoso para ser meu par
amar com dengo dá gosto da gente amar
beijar com dengo dá gosto de se beijar
amor com dengo torna mais gosto o carinho
mas para amar com dengo é preciso ter jeitinho


Se foi

dos olhos dela
duas quedas d´água
alimentavam um rio
de saudade.

Caos

minha vida confusão,
tá havendo uma guerra nuclear
dentro do meu coração.


Vai-te

eu quero cuspir minha poesia.
ela não quer sair de dentro de mim
ela não quer passear por aí
faz dias que ela continua assim.
reclusa
noturna
solitária.


eu quero jogar minha poesia fora
eu quero que ela saia
que ela ande
que ela vá embora.
agora
tá na hora.


vamos lá!
deixe de ser apática
deixe de ser antipática.
sorria mais poesia.

vai pra lá
deixa de ser impassível
deixa de ser impossível.

POESIA,
SAI
DE
MIM!


Noite de sol

o meu quarto
é mais quente
à noite.

é quando você
está aqui..
.
.
.
essas reticências
nos entregam.

sábado, 1 de março de 2014

Recomeço

fazia tempo
que a gente não se via.
mas ainda bem
que se eu perguntasse,
você diria
que ainda me queria.
ainda bem
que bom.
somos dois idiotas
dançando com nosso
nosso cúmplice.

rodei a cidade toda
só pra ver se você me via.
quem diria
antigamente eu me escondia.
e mesmo depois de todos esses dias
você ainda me queria.
você ainda me quer.
acabando com o pretérito do futuro
e eu já
to
do
du
ro.